O órgão responsável por validar os dados ligados a construção civil é denominado de Sinapi (Índice Nacional da Construção Civil). Isto se dá por uma série de fatores, incluindo condição socioeconômica de investidores, construtoras etc. A inflação de produtos e mão de obra podem alterar o cenário, conforme a variação dos valores de serviços e materiais necessários.
As pesquisas do IBGE têm grande relevância e servem para nortear os segmentos de negócios, com base em números e fatos analisados por período pré-determinado.
O ramo de construção civil possui algumas sazonalidades específicas, sendo suscetível também a fatores externos que influenciam no aumento ou queda de demanda.
Os números do Sinapi e pesquisa IBGE
Várias áreas e fatores dos mais diversos ramos foram afetados diretamente devido a pandemia instaurada por praticamente todo o ano de 2020, então é cabível as mais diversas alterações em todos os segmentos que assolam a nação, incluindo o ramo de construção civil. Em diversos momentos do ano houveram variações de nos valores dos mais variados materiais e produtos de diversos segmentos, onde esta variação pode ser explicada em decorrência do grande caos mundial que uma pandemia de esfera global assolou toda a sociedade no ano de 2020.
O Sinapi (Índice Nacional da Construção Civil) cresceu 1,82% no mês de novembro, tornando-se a maior alta do ano e a maior variável desde julho de 2013. Este número é 0,11% superior ao do mês passado, outubro (1,71%). Além destes números serem também superiores aos anos antecedentes. Estes números foram cedidos dia 8 de dezembro, levantados e divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Estes números podem refletir o custo dos materiais em relação aos meses e anos anteriores. Onde este ano e no mês citado, houve aumento de 3,15%. Enquanto no mês de outubro foi de 3,17%. Já em novembro do ano de 2019 os números batiam os 0,17%. O aumento então foi de 2,98%.
Já sobre os produtos que mais tiveram aumento neste período devemos citar aqueles que são derivados do segmento do aço, onde dois dos três produtos que mais sofreram alterações estão presentes no segmento da construção civil. Os materiais (pedra e areia) também sofreram drásticas alterações, onde as cerâmicas (tijolos e telhas) também passaram por alterações. Mas com certeza o aço foi o material mais afetado, principalmente vergalhões, e outros variáveis de mesma natureza.
A mão de obra também passou por mudanças nos períodos citados. O mês de novembro registrou um aumento de 0,25%. Sendo 0,21% superior ao antecedente mês. E 0,20% maior que novembro de 2019. Houveram reajustes de captação em três estados: Rondônia, Goiás e mais intensamente no Rio Grande do Sul. Este reajuste teve uma variação maior que o mês de outubro, onde até então não havia sido realizado tal mudança. O reajuste dos salários dos profissionais são variáveis por todo o país.
Confira como ficou cada região: O Rio Grande do Sul teve a maior variação regional em novembro: 2,23%. A menor variação foi no Sudeste: 1,59%. Outras regiões apresentaram resultados como: Norte (1,90%), Nordeste (1,93%) e Centro-Oeste (1,79%).
O valor do metro quadrado também tem maior alteração no Sul, possuindo o valor de (R$ 1.305,70), logo em seguida aparece o Sudeste (R$ 1.295,73), Norte (R$ 1.266,21), Centro-Oeste (R$ 1.243,97) e Nordeste (R$ 1.173,31).
Conclusões sobre os números da pesquisa IBGE
Tendo em vista os números e informações do Sinapi e IBGE, podemos concluir que todo o cenário nacional foi afetado devido a pandemia e seus resultados. A construção civil também apresenta seus números em decorrência dos fatos, onde devem ser analisados com cuidado e zelo para obter o melhor resultado possível e tendo uma margem aceitável de lucro.
Os números Sinapi mostram-se impressionantes comparados as seus antecessores, realizar uma análise cautelosa sobre o assunto, com base nos números apresentados anteriormente, pode fornecer ótimos insights do segmento da construção civil.
